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Operação com 210 policiais mira grupo suspeito de furtar mais de 2 mil cabeças de gado no Noroeste do Paraná

📅 09/09/2026

Ação conjunta das polícias Civil e Militar cumpre 17 mandados de prisão e 47 de busca e apreensão em 16 municípios, incluindo Nova Esperança.

Operação com 210 policiais mira grupo suspeito de furtar mais de 2 mil cabeças de gado no Noroeste do Paraná
Uma grande operação conjunta das polícias Civil e Militar mobiliza cerca de 210 agentes nesta quarta-feira (9) para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no furto, transporte e comercialização ilegal de gado no Noroeste do Paraná.

Ao todo, estão sendo cumpridos 17 mandados de prisão preventiva e 47 mandados de busca e apreensão. As ações acontecem simultaneamente em Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança, Astorga, Jaguapitã, São João do Caiuá, São Jorge do Ivaí, São Geraldo, Luiziana, Campo Mourão, Araruna e Roncador.

A operação conta ainda com cães de faro e helicópteros das forças de segurança.

Investigação começou após furto de 29 cabeças de gado

As investigações tiveram início após o furto de 29 cabeças de gado de uma propriedade rural de Alto Paraná, registrado em agosto de 2025.

Durante aproximadamente dez meses de apuração, os policiais identificaram uma estrutura criminosa que seria formada por cerca de 40 pessoas, com diferentes funções dentro do esquema.

De acordo com a Polícia Civil, alguns integrantes seriam responsáveis por fazer o levantamento e reconhecimento das propriedades rurais. Outros atuariam na retirada dos animais, transporte e apoio logístico.

O grupo também é investigado pela utilização de documentos falsos, que teriam como objetivo dar aparência legal ao gado furtado e permitir o encaminhamento dos animais para receptadores e leilões.

Mais de 2 mil animais podem ter sido furtados

Segundo as investigações, os crimes teriam começado ainda em 2019.

Ao longo dos anos, o grupo seria responsável pelo furto de mais de 2 mil cabeças de gado, provocando um prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões em parte da região Noroeste do Paraná.

O levantamento das forças de segurança aponta ainda que mais de 340 boletins de ocorrência relacionados a furtos de gado foram registrados na região nos últimos anos.

A dimensão da investigação levou as equipes a ampliar as diligências e identificar os possíveis integrantes e a estrutura utilizada para a prática dos crimes.

Investigação aponta divisão de tarefas

As informações levantadas durante a investigação indicam que a organização teria uma divisão de tarefas.

Enquanto alguns integrantes identificariam propriedades com animais, outros fariam a retirada e o transporte do gado. Haveria ainda pessoas responsáveis pela documentação, logística e negociação dos animais.

A suspeita é de que documentos fraudulentos fossem utilizados para dificultar a identificação da origem dos animais e possibilitar que o gado chegasse ao mercado formal.

Investigados podem responder por vários crimes

Os alvos da operação poderão responder por diversos crimes, conforme o envolvimento de cada investigado e os elementos reunidos durante as diligências.

Entre os delitos investigados estão organização criminosa, furto qualificado de gado, receptação, corrupção ativa e passiva, inserção de informações falsas em sistema, adulteração de sinal identificador de veículo e crimes contra a saúde pública.

A operação busca reunir novas provas, identificar todos os envolvidos e aprofundar a investigação sobre a origem, o transporte e o destino dos animais furtados.

As autoridades ressaltam que os investigados terão suas responsabilidades individualizadas no decorrer do processo e que as acusações ainda dependem da conclusão das investigações e das decisões da Justiça.